No Brasil temos uma grande diversidade de árvores frutíferas. Arvores nativas como grumixama, cambuci, araçá, uvaia e outras espécies raramente são plantadas para uso comercial, porque as empresas preferem plantas que dão frutos mais rentáveis economicamente.
Por isso muita gente nunca teve a oportunidade de saborear os seus frutos. Com a destruição progressiva das matas, essas plantas estão ficando cada vez mais raras e correm o risco de serem extintas sem que você tenha experimentado os seus sabores.
Boa parte das prefeituras prefere plantar árvores
não frutíferas nas calçadas e praças, sob a alegação de que as copas das
frutíferas, por serem baixas e densas, atrapalham a circulação das pessoas,
seus frutos fazem muita sujeira e podem cair sobre a cabeça ou o carro de
alguém.
Entretanto, percebe-se que existe um
desconhecimento generalizado das vantagens que o plantio das frutíferas poderá
trazer para as cidades.
Muitas árvores nativas têm frutos pequenos,
que não atrapalham a infraestrutura urbana e servem para aumentar a
biodiversidade local, atraindo pássaros e outros animais silvestres que, além
de servirem como uma atração para as pessoas, ajudam a reequilibrar o meio
ambiente urbano, controlando pragas como baratas, moscas, etc.
Muitos
desses pássaros também disseminam pelas suas fezes as sementes dos frutos que
comeram, fazendo um replantio natural de novas árvores nas matas adjacentes.
Isso contribui para a renovação da natureza e
para a preservação das espécies nativas.
A cidade de Belo Horizonte/MG é um bom exemplo
disso, motivo pelo qual foi apelidada de “Cidade Pomar”.
E como as árvores frutíferas podem ajudar na
segurança pública (afinal esta é uma página voltada a esse assunto)?
Um aspecto importante nessa questão está
relacionado com a humanização das cidades. As árvores frutíferas têm o poder de
reconectar a população com prazeres antigos como colher frutas silvestres no pé
e a descoberta dos seus sabores.
Elas incentivam o uso dos espaços públicos
fazendo com que haja mais circulação de pessoas nos parques e nas áreas
plantadas, criando uma vigilância natural das pessoas nesses locais.
Os criminosos tendem a evitar locais com
grande presença de pessoas, de modo que acaba ocorrendo uma melhoria da
segurança nessas áreas e no seu entorno.
Também incentivam maior socialização entre as
crianças, que se sentirão tentadas a abandonar comportamentos isolacionistas como jogar na
internet, para brincarem nas árvores e correrem nos parques. Esses são hábitos
mais saudáveis e integradores.
Crianças mais sociáveis e educadas provavelmente se tornarão
cidadãos melhores e mais conscientes.
Ajude a melhorar este país: Divulgue essas ideias
aos políticos da sua cidade.
Um grande abraço a todos e até o próximo post


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